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Mindset de inovação em 5 passos

Se inovar é desenvolver algo novo que impacte o mercado e crie valor para os usuários então o que é necessário para que ela aconteça?

Inovação é uma questão de mindset, e criar esse mindset é o que deve vir antes de mais nada. Entretanto isso nem sempre é uma tarefa simples, visto que a inovação se sobrepõem a muitos aspectos da natureza humana. E são esses aspectos que muitas vezes levam a inovação a não acontecer em grandes organização.

Então como criar esse mindset de inovação em 5 passos?

Passo 1. Esteja aberto a mudanças

Estar aberto a mudanças significa admitir e abraçar a ideia de que o mundo está em constante transformação e de que todas as áreas da sociedade são desafiadas por essa transformação. Significa também estar atento e ter consciência de para onde essa transformação está levando e acompanhar com curiosidade e atenção essas mudanças e os novos fenômenos que surgem. E assim, por consequência, você se manterá constantemente analisando o que toda essa transformação significa e quais as consequências de tudo isso para seu negócio.

Mudar nem sempre é algo simples, todos temos que lidar com isso e nas organizações isso não é diferente. Aceitar o fato de que a transformação tecnológica irá impactar em seu negócio nem sempre é uma tarefa fácil, principalmente para empresas já estabelecidas.

Esses conceitos podem ser compreendidos com mais facilidade analisando a curva de mudanças proposta por Kübler-Ross:

A Negação é uma reação comum a uma nova tecnologia ou a uma nova força de mercado que potencialmente podem levar negócios ao insucesso. Comumente escutamos comentários de negação como: “Nós estamos fazendo dessa forma há muitos anos: já foi testado e comprovado o sucesso dessa forma e se simplesmente continuarmos a entregar com essa qualidade iremos nos manter nos trilhos. Os novos entrantes nem sequer possuem um modelo de negócio em funcionamento”.

A Defesa é o próximo estágio da Curva de Mudança: um misto de raiva e energia agressiva na defesa do modelo de negócio atual. Um exemplo clássico disso pode ser visto na indústria da música quando o MP3 e streaming surgiram como novas tecnologias, e organizações já estabelecidas do meio tentaram a todo custo alterar leis e até mesmo processar clientes.

O próximo estágio é a Depressão, quando a organização irá começar a lamentar o atual estado das coisas. Somente após esse estágio de depressão é que a organização estará pronta para aceitar o novo paradigma de mercado e começará a trabalhar para administrar e se adaptar a essas mudanças.

Nos mercados atuais, em que as mudanças são cada vez mais rápidas, as empresas têm disponível muito pouco tempo para passar por esses diferentes estágios da Curva de Mudança, uma vez que competidores e novos entrantes no mercado estão avançando enquanto muitas empresas permanecem nos três primeiros estágios. Assim, para de fato serem inovadores, os negócios já estabelecidos tem que aprender a encurtar ao máximo essa Curva de Mudança, achando atalhos que permitam pular diretamente do estágio de choque (pré-negação) para a aceitação, sem cair em nenhum dos estágios intermediários.

Passo 2. Abrace a criatividade

Outro aspecto de um mindset de inovação é verdadeiramente abraçar a criatividade, “vestir a camisa” de fato. Um inovador deve ver a criatividade como algo aplicado para solucionar problemas, ao invés de adotar o padrão de seguir com o comportamento tradicional. Essa atitude é predominante entre aqueles que com sucesso praticam a inovação nas rotinas diárias em seus negócios. Essa perspectiva da inovação como arte nos negócios cresceu, em grande parte, advinda do conceito do design thinking.

Mas é fundamental ressaltar que, mesmo equiparando a inovação com uma arte, ela não deve ser vista como algo que ocorre sem a necessidade de estrutura, metodologia, processos e ferramentas para inovação. Tudo isso é essencial quando se pratica a arte da inovação. A inovação vista sob uma perspectiva de arte, enfatiza o ponto inicial e crucial para que ela aconteça, a criatividade, mais do que a implementação de processos gerenciais e estruturas organizacionais. Mas para que haja criatividade efetiva, é necessário cultura e estrutura atuando de modo a contribuir com esse mindset. Um segmento que vem adotando um bom posicionamento com relação a essa liberdade para criar é o de empresas digitais, que buscam manter estruturas simples, com liberdade e responsabilidade, onde todo colaborador é estimulado a ser criativo em todas suas tarefas no dia a dia de suas funções.

Passo 3. Pense grande

Atualmente a maioria dos pesquisadores acadêmicos e dos especialistas em inovação concordam que a inovação é mais do que simplesmente melhorias incrementais ou variações de produtos existentes.

Isso leva a um ponto chave: a inovação requer a habilidade e a coragem para pensar grande e além das normas e padrões atuais do mercado. Inovar é esticar ao máximo os pensamentos, as análises, as ideias.

Pensamento grande e Inovação são a combinação de habilidades analíticas, espírito empreendedor e habilidade de fantasiar. Poucos indivíduos são “abençoados” com todas essas capacidades, porém um grupo de pessoas, e certas organizações, se equipam da maneira adequada para conseguir unir todas essas capacidades debaixo do mesmo teto. Essa é uma das razões do porque uma cultura organizacional diversificada surgiu como pré-requisito chave para a inovação: grupos diversificados que combinam habilidades e capacidades podem ter grandes pensamentos com mais facilidade do que grupos homogêneos que tenderão a reproduzir versões de pensamentos similares seguidas vezes.

Passo 4. Demonstre coragem

A inovação não vai acontecer a menos que as empresas e os inovadores que nela estão tenham a coragem de constantemente repensar como as coisas podem ser feitas. É necessário coragem para não se conformar com crenças e verdades generalizadas e enraizadas nas grandes organizações. É necessário coragem para mudar estratégias já comprovadas e produtos e serviços de sucesso antes que eles entrem na curva de declínio de seu ciclo de vida. É necessário coragem para questionar gerência e colegas sobre coisas que sempre foram feitas de determinada forma. É preciso coragem para constantemente problematizar as coisas e ser aquela pessoa que sempre vai na contramão, para ver as coisas sob um novo ângulo. É necessário coragem para estar numa posição vulnerável ao invés de permanecer na segurança das práticas de negócio já estabelecidas. É necessário coragem para se aventurar no novo e na incerteza, correndo o risco de falhar.

Mas tudo isso é necessário para impulsionar a inovação e criar um clima inovador na organização. Nada novo acontece sem que alguém ouse dar esse passo em direção ao incerto, ao desconhecido.

Passo 5. Pense e aja rápido

A inovação dentro de uma organização deve ser um processo que se move rapidamente para acompanhar todas as mudanças que ocorrem fora.

A inovação no século XX era geralmente um processo lento, com longos lead times da ideia à concepção, da concepção ao mercado. Muito tempo geralmente se dispendia em extensivos processos de P&D. Na indústria automobilística, por exemplo, o tempo entre inventar, projetar e lançar um novo modelo de carro levava em média oito anos. Mas hoje, oito anos é uma eternidade no mercado automobilístico que se transforma ano a ano. Modelos de negócio disruptivos aplicado no setor automobilístico provaram que um novo carro pode ser sonhado e lançado no mercado entre 12 e 18 meses. Com o avanço das tecnologias de impressão 3D e da realidade virtual esse tempo pode provavelmente ser ainda mais encurtado nos próximos anos.

Para resumir tudo isso de forma sucinta, existem 5 ingredientes para um mindset de inovação. Precisamos estar abertos à mudança, ter um foco na criatividade e habilidade de pensar grande, uma coragem implacável para desafiar as normas e ter velocidade de pensamento e de ação.

Uma organização que deseje ser inovadora deve pensar rápido e aplicar um bom processo de inovação acelerado que tenha claramente o caminho a ser seguido até a entrada da inovação no mercado. Nesse contexto também é importante aderir à noção de que tão importante quanto investir em um projeto de inovação é desistir de um projeto de inovação. Isso porque ao validar um projeto e perceber que não terá o desempenho esperado é importante que se tome rapidamente a decisão de abortar o projeto. Deste modo a organização irá impactar menos recursos e poderá mover os recursos alocados para a próxima ideia, ao invés de ficar preso em projeto de inovação sem saída. Todas essa agilidade de execução e tomada de decisão são fundamentais quando falamos de inovação porque afinal de contas a próxima “grande ideia” do mundo pode ser descoberta ao virar a esquina.

Para ver mais informações você pode acessar: https://www.ericsson.com/en/blog/2018/5/5-key-steps-to-creating-an-innovation-mindset



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